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A Região

Os alicerces do Progresso

foto O Algarve é hoje uma região aberta à Europa e ao mundo, com uma estratégia de competitividade que assenta na valorização dos seus recursos naturais, humanos, culturais e económicos. Uma terra de grandes projectos que se concretizam na senda da modernidade. 

O turismo e os serviços são as actividades estruturantes da economia algarvia. Uma economia em crescimento, a afirmar-se, e onde a produção de riqueza por habitante (14,9 mil euros) e a produtividade (25,6 mil euros per capita) são superiores à média nacional. 

Reconhecido internacionalmente como destino de férias, o Algarve é a principal região turística do país, contribuindo de forma decisiva para a internacionalização da economia portuguesa. A região, que recebe anualmente cerca de 10 milhões de visitantes, em 2007 garantia 36% da capacidade na hotelaria classificada e cerca de 37% (14,7 milhões) das dormidas registadas no país, apresentando igualmente o contributo mais significativo (30,5%, em 2006) para o total das receitas hoteleiras. 

Uma força da Natureza

fotoRegião de elevada qualidade ambiental, paisagem diversificada e grande biodiversidade, o Algarve prolonga-se por extensas áreas naturais como a Costa Vicentina, a Serra do Caldeirão, a Ria Formosa e o Vale do Guadiana. 

A região tem apostado na valorização e preservação desta diversidade, promovendo um modelo de desenvolvimento integrado e territorialmente equilibrado. 

Ao nível do sistema urbano, as intervenções que tiveram lugar nos últimos anos contribuíram para melhorar a qualidade de vida das principais cidades algarvias, continuando a ser dada particular atenção à requalificação de áreas turísticas, à melhoria das condições de circulação e parqueamento automóvel, à valorização de zonas ribeirinhas e à criação e renovação de espaços públicos. 

Na Serra e no Barrocal, e em particular nos aglomerados de pequena dimensão que integram o programa de valorização das Aldeias do Algarve, assiste-se a um conjunto de intervenções que visam a revitalização do tecido sócio- produtivo e a valorização dos recursos locais. 

foto O património arquitectónico e cultural algarvio, mescla de diferentes povos e culturas, testemunho de um passado que se enraíza no presente, é uma componente fundamental para o processo de diferenciação da região. 

Os centros históricos das cidades algarvias e outros elementos ou conjuntos patrimoniais e arquitectónicos de relevo têm vindo também a ser alvo de iniciativas que visam torná-los espaços vivos de cultura, valorizando-os como componente do produto turístico regional, entre os quais se inclui Sagres, referência emblemática do Algarve, que se deseja classificado como Património Mundial.

Desenvolvimento à escala humana

A melhoria da qualidade de vida dos residentes e a qualificação e diversificação da oferta turística tem sido, nos últimos anos, um dos objectivos prioritários das políticas de desenvolvimento regional. 

O Algarve dispõe actualmente de um conjunto de novos espaços, de carácter estruturante, com capacidade e condições de atractividade susceptíveis de incentivar e gerar uma oferta de grande qualidade no que se refere à organização de grandes eventos culturais e desportivos, de congressos e seminários, e de outras iniciativas de dinamização económica.

O Estádio Intermunicipal Faro-Loulé que recebeu o Euro 2004, o Pavilhão do Arade em Lagoa e o Pavilhão Arena em Portimão, o Teatro Municipal de Faro ou o Centro Desportivo de Alta Competição de Vila Real de Santo António e as várias marinas e portos de recreio existentes são alguns destes equipamentos. A curto e médio prazo outros investimentos serão concretizados. A requalificação da EN125, a construção do Pólo Tecnológico, do Hospital Central e do Centro de Congressos do Algarve e ainda o Autódromo Internacional do Algarve e parque tecnológico associado contribuirão de forma decisiva para uma maior afirmação e internacionalização da região algarvia.

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Um rumo para a Modernidade

Embora o cluster turismo/lazer se assuma como a componente estratégica da economia do Algarve, o reforço da competitividade regional passa pela ampliação do perfil de especialização produtiva e pelo enriquecimento da cadeia de valor regional, suportada por políticas de incentivo à transferência de conhecimento e inovação. 

A vitalidade da economia algarvia traduz a confiança dos investidores e reflecte o dinamismo empresarial e social da região, reforçado pelos grandes projectos públicos concretizados nas duas últimas décadas, no domínio das infra-estruturas e dos equipamentos colectivos. 

A disponibilidade e diversidade de recursos endógenos, a perspectiva de crescimento do mercado regional, a existência de um mercado turístico com apetência por produtos diferenciados, bem como o desenvolvimento do sistema regional de inovação, traduzem um cenário de oportunidades para quem pretenda investir na região. 

Algumas actividades ou áreas de negócio apresentam grande potencial de desenvolvimento: 

  • o conjunto de actividades/segmentos da fileira da construção;
  • a oferta da imobiliária de lazer e o lançamento de projectos de recuperação de edifícios e renovação urbana;
  • a exploração de recursos agro-florestais da serra;
  • a produção e transformação de produtos agro-alimentares, com destaque para a pesca e aquacultura, as produções horto-frutícolas (em fresco, semi-cozinhadas ou embaladas em vácuo) e as culturas agro-biológicas;
  • os serviços de apoio à actividade económica e de proximidade;
  • a valorização de um conjunto de produções específicas com tradição na região (cortiça, alfarroba, brecha e sienitos, sal marinho e sal-gema, moluscos e bivalves);
  • a valorização e promoção dos produtos regionais de produção artesanal (dos frutos secos à doçaria regional, ao mel, ao medronho e licores, passando pelas aromáticas e pelos enchidos);
  • a organização e promoção de espectáculos, estágios e provas desportivas, congressos e seminários, e as actividades relacionadas com a oferta em torno do turismo náutico, de natureza e urbano-cultural;
  • as actividades de investigação e de estímulo à inovação, e as relacionadas com as novas tecnologias e com a sociedade da informação;
  • as actividades relacionadas com a exploração,manutenção e gestão de sistemas de protecção ambiental e com as energias renováveis.
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Última actualização : 2008-01-30 00:00:07 (10678 leituras)
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