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informal 1 | 2º Trim 2001

Promover a leitura, desenvolver competências

Antigamente, as bibliotecas públicas eram instituições centenárias com publicações antigas, que nada tinham a ver com as necessidades de informação e de leitura do público em geral. Agora já não.

foto Pensar nas bibliotecas como espaços de leitura agradáveis e dinâmicos tornou-se um ponto importante para fazer rejuvenescer as antigas bibliotecas. Assim, o projecto da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, iniciado em 1987, surge com o objectivo de construir e desenvolver modernas Bibliotecas Municipais, em cada um dos 278 concelhos do continente.

Este programa, promovido pelo Governo através do Ministério da Cultura, insere-se numa política nacional de leitura pública que assenta essencialmente na implementação e funcionamento contínuo e eficaz de uma rede de bibliotecas municipais.

A criação destas bibliotecas tem de obedecer a princípios preconizados no Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas. Como tal, as bibliotecas apoiadas no âmbito deste projecto devem cumprir requisitos relativamente aos serviços e às colecções a disponibilizar, à obrigatoriedade de terem pessoal qualificado e aos espaços e meios de trabalho adequados.

foto A localização das bibliotecas é também um factor importante. As bibliotecas municipais devem inserir-se em local habitualmente frequentado pela população, designadamente pela população jovem, ou num núcleo em forte expansão urbana.

Após o processo de selecção, da responsabilidade do Ministério da Cultura, ouvida a Comissão de Coordenação, é assinado um contrato programa entre o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB) e os Municípios que são contemplados com apoios anualmente decididos. Consoante o número de habitantes residentes em cada concelho, assim são definidos três programastipo:

BM 1 - menos de 20.000 habitantes
BM 2 - entre 20.000 e 50.000 habitantes
BM 3 - mais de 50.000 habitantes

A comparticipação do Estado, para estes projectos, pode atingir 50% do total do investimento, englobando o projecto, a construção/adaptação do edifício, o equipamento, os fundos documentais, a informatização e a criação de novos serviços. Esta comparticipação pode ser reforçada com fundos comunitários, como aliás tem acontecido na generalidade das Bibliotecas Municipais do Algarve.

Novas Tecnologias e Animação complementam leitura

A informatização dos serviços e o incentivo a uma maior utilização das tecnologias de informação e comunicação tem sido um dos vectores importantes para a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.

Todas as bibliotecas terão uma sala de audiovisuais, equipada com computadores ligados à internet, espaços onde podem ser visionados vídeos, DVD's ou ouvir CD's.

A animação pretende ser uma das apostas das biblioteca para atrair leitores. De entre as várias valências que podem acolher estão a sala de conto, onde haverá histórias contadas por uma educadora ou por um convidado, um atelier de expressão plástica com material de desenho e jogos educativos e um auditório, espaço privilegiado para conferências e pequenos espectáculos.

Como estamos de Bibliotecas?
Albufeira (em fase de projecto)
Olhão (em fase de projecto)
Castro Marim (em fase de projecto)
Portimão (em funcionamento)
Faro (em funcionamento)
S.Brás de Alportel (em funcionamento)
Lagoa (em funcionamento)
Silves (em fase de projecto)
Lagos (em funcionamento)
Tavira (em fase de projecto)
Loulé (em construção)
Vila Real Stº Antº. (em fase de projecto)
Monchique (em fase de candidatura)
Vila do Bispo (em fase de candidatura)



Biblioteca Municipal de Faro
foto Arquitecto: António Santos
Bibliotecário Responsável: Graça Cunha
Área: 2 000 m2
Investimento: 3,19 milhões € (640 mil contos)

A Biblioteca Municipal de Faro, inaugurada no dia 23 de Abril (Dia Mundial do Livro) é uma das maiores e mais recentes bibliotecas do Algarve integrada na Rede Nacional de Bibliotecas. Construída junto ao Jardim da Alameda, a partir do edifício do antigo Matadouro de Faro, este imóvel aproveitou a fachada neo-islâmica do antigo matadouro, que foi totalmente restaurada, fazendo uma transição para a época actual através da moderna fachada de entrada.

No rés-do-chão da biblioteca existe um grande átrio com um enorme balcão onde será feito um atendimento personalizado e haverá todo o tipo de informação.

fotoNesta Biblioteca, existem espaços específicos para todas as idades com publicações indicadas para cada um dos grupos etários. Os mais novos têm espaçosdedicados especialmente a si: uma sala infanto-juvenil com duas zonas distintas consoante as idades, uma até aos 6 anos e outra até aos 14, uma "bebeteca" para crianças até aos dois anos acompanhadas por adultos.

Haverá também uma área de animação para actividades diversas acompanhadas por uma animadora.

A Biblioteca Municipal de Faro é uma das seis do país que beneficia de um protocolo, entre a Câmara Municipal e a Fundação Calouste Gulbenkian - Programa de Análise de Bibliotecas. Este projecto permite uma avaliação da gestão da biblioteca (quantos livros foram comprados, quais são os mais lidos, etc) de modo a poder ajustar a aquisição dos documentos de acordo com as necessidades e os interesses dos leitores. A Gulbenkian investirá uma quantia semelhante à da Câmara em documentos para a biblioteca.



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Biblioteca Municipal de Loulé
Arquitecto: António Correia, GAT Faro
Bibliotecário Responsável: Mário Faria
Área: 2350 m2
Investimento: 2 milhões € (400 mil contos)

Biblioteca Municipal de Albufeira
Arquitecto: Joana Mateus e João Paulo Alves
Bibliotecário Responsável: Miguel Salvato
Área: 1261 m2
Investimento: 1,02 milhões € (205 mil contos)

Biblioteca Municipal de Silves
Arquitecto: Margarida Simões Gomes
Área: 1706 m2
Investimento: 1,6 milhões € (325 mil contos)
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Biblioteca Municipal de Tavira
Arquitecto: Miguel Mertens e João Luís Carrilho da Graça
Bibliotecário Responsável: Miguel Cardantas
Área: 1400 m2

Biblioteca Municipal Castro Marim
Arquitecto: José Alberto Alegria
Área: 1400 m2
Investimento: 1 milhão € (200 mil contos)

Biblioteca Municipal de Olhão
Arquitecto: Arquitrafego, Lda.
Área: 1665 m2
Investimento: 2 milhões € (400 mil contos)

Biblioteca Municipal de V.R.S. António
Arquitecto: António Correia, GAT Faro
Área: 1800 m2
Investimento: 0,97 milhões € (182 mil contos)


 


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