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informal 11 | Jul 2006

Baixa Densidade

LIVRO CONTA HISTÓRIA DO VINHO ALGARVIO

foto Já houve um tempo em que o Algarve era uma terra produtora de vinho. Litoral fora, quando a areia ainda estava longe se ver assento de estradas, casas, e outros frutos do chamado desenvolvimento.

Depois veio o declínio. Em pouco mais de 50 anos quase deixou de se produzir vinho na região. Estávamos em meados do século XX.

Hoje, há gente nova, novas técnicas de produção de vinho, novas apostas, novas vontades, novos saberes e a introdução de outras castas que permitem falar no” renascer de uma velha tradição…”

Esse passado, o presente, e o futuro que uma nova tendência vitivinícola permite adivinhar, é o que trata o livro “A Vinha e o Vinho no Algarve. História e Actualidade”.

Destina-se a um público vasto que nutra interessa pelas questões da história e pela do vinho em particular. É um trabalho que resulta de um desafio lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Algarve ao Departamento de História, Arqueologia e Património da Universidade do Algarve: reconstituir as principais linhas históricas da vinha e do vinho da região. Sob a coordenação de João Pedro Bernardes e Luís Filipe de Oliveira, o Centro de Estudos do Património reuniu, em 2005, uma dezena de especialistas. Várias instituições colaboraram, com o sejam a Direcção Regional de Agricultura e a Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve.

E foi possível não só aceitar o desafio como levá-lo a bom porto. Para além da história fica registada outra informação, mais específica, com a inserção de caixas temáticas, de gráficos e de mapas ao longo da publicação. Ao mesmo tempo, os textos são acompanhados por fotografias que ilustram as diversas fases do ciclo vegetativo da vinha e do processo de vinificação. Trata-se de fotos tiradas em adegas da região que ajudam a perceber essa “nova tendência vitivinícola” no Algarve.

Edição Limitada
Disponível nas livrarias apartir de meados de Setembro.




ROLHA DE CORTIÇA NO VINHO FAZ BEM À SAÚDE
A rolha de cortiça está a ser alvo de discriminação face à crescente utilização, por parte dos produtores de vinho, de rolhas sintéticas.

Por considerar a situação preocupante, a Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça do Baixo Alentejo e Algarve, encomendou ao INETI, Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, um estudo especial. No sentido de descobrir que efeitos tem no vinho, e na saúde de quem o bebe, o uso de rolhas em cortiça.

Os resultados foram revelados durante as III Jornadas Técnicas da Cortiça e do Vinho, realizadas em São Brás de Alportel. São surpreendentes e traduzem-se numa mais valia para a promoção de ambos os produtos. Efectivamente, diz o INETI, o contacto entre o vinho e a cortiça, além de benefícios para o vinho, traz vantagens para a saúde. Levam à produção de compostos antitumor que podem ser até 250 vezes mais potentes que os fármacos utilizados na medicina. Ou seja, ao contrário dos vedantes sintéticos que apenas servem para isso mesmo, vedar, a cortiça também influencia positivamente o vinho.

Ao “afirmar” que os consumidores de vinho vedado com rolhas de cortiça estão mais seguros a nível da saúde, o estudo do INETI surge na defesa de um dos sectores mais importantes da economia nacional.




FAZER DO VINHO PRODUTO TURÍSTICO

foto Descobriu que o Algarve é uma espécie de palavra mágica, e que aliada a um vinho de qualidade, pode levar o produto muito longe, lá fora. O produtor, Rui Virgínia, diz que se trata de ter uma filosofia de vinhos.

Na Universidade de Évora diz ter sido colega dos melhores enólogos do país. E eles, sempre que vinham ao Algarve, perguntavam-lhe porque não produzia na região vinhos com qualidade. Acabou por aceitar o desafio.

Rui Virgínia, de 37 anos, é o proprietário da Quinta do Barranco Longo, em Algoz. Dos 60 hectares de exploração que dispõe, 12 estão ocupados com vinha moderna. O projecto já tem 8 anos. Os primeiros vinhos saíram em 2004 com data de 2003. Foram vendidas 9 mil garrafas de rosé e tintos.

Em Outubro passado, a convite do ICEP, os vinhos do Barranco Longo estiveram presentes no Wine Show London, um dos maiores certames da capital britânica dedicados ao consumidor de vinhos. E foi aí mesmo que o estreante monocasta Touriga Nacional 2004 conseguiu ser seleccionado pelo conceituado crítico de vinhos britânico Oz Clarke, para integrar uma prova temática que se repetiu em dois dias de feira.

Nesta altura projectos não faltam. Rui Virgínia quer rentabilizar a sua exploração agrícola dotando-a de estruturas com qualidade para proporcionar visitas à vinha e prova de vinhos. A ideia é ter também no Barranco Longo um restaurante, sala de provas, um show room, loja com produtos artesanais, e as tais visitas guiadas, não só pela vinha como pelos citrinos.

Este ano, na Quinta do Barranco, foram produzidas 50 mil garrafas de vinho. Em breve Rui Virgínia conta chegar às 100 mil. Os mercados alvos são os nórdicos e os anglos saxónicos.

E porque acredita no potencial algarvio enquanto produtor de vinhos de qualidade, apela aos produtores que adoptem novas imagens, que optem pela diferenciação do produto.



“VIDA NOVA” PARA O VINHO ALGARVIO
Cliff Richard, o cantor que o mundo começou a ouvir em 1958, também descobriu no Algarve encantos especiais enquanto terra produtora de vinhos. Começou a interessar-se pela vinha e pelo vinho quase “por acaso”. Na sua Quinta do Moinho, em Albufeira, começou por plantar videiras como forma de embelezamento do espaço.

Acabou por, mais tarde, contactar o enólogo dos vinhos da Herdade do Esporão para se aconselhar. Há cerca de 8 anos, seguindo as indicações de David Baversock, começou a plantar videiras das castas portuguesas Aragonês e Trincadeira, e da australiana Shyraz. A vinha teve a sua primeira colheita em 2001 com 27 mil litros de produção.

Um tinto descrito como vibrante e novo, cor púrpura, de um rico e complexo bouquet. Ganhou um nome: Vida Nova e foi quase todo para Inglaterra. Na altura o próprio Cliff Richard justificava a escolha. “Vida Nova porque é uma fase diferente da minha vida.”

Nesta altura a produção do vinho é feita numa adega que se chama “A Adega do Cantor”. Fica localizada na Quinta do Miradouro e produz o Vida Nova não só a partir da fruta da Quinta do Moinho mas também de outras duas herdades, igualmente localizadas na Guia.

Sir Cliff Richard continua envolvido na produção “do seu Vida Nova”. E se um dia conquistou, com as canções, o coração dos ingleses, com o vinho produzido no Algarve repetiu a conquista, “atacando”, desta vez, o paladar dos seus conterrâneos.


 


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