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informal 12 | Jan 2007
ECOVIA DO LITORAL CAMINHA PARA A META
De acordo com o previsto a Ecovia do
Litoral poderá ser uma realidade, pelo
menos na maior parte da sua extensão,
antes de concluído o primeiro semestre de
2007. É pelo menos essa a convicção do
arquitecto Jorge Gonçalves Coelho, ligado
à coordenação operacional do projecto.“Pensamos ter uma grande parte da ecovia disponível durante os próximos meses”, acredita aquele técnico. A implementação da Ecovia do Litoral, embora demorada, está em curso, havendo já uma boa parte da população em determinados concelhos que usufrui dos troços mais adiantados para realizar passeios a pé e de bicicleta. É o caso de Tavira, município onde a ecovia está praticamente concluída. As obras iniciaram- se no decorrer do segundo semestre de 2006 e, desde então, foi possível terminar as intervenções ao nível dos pavimentos. “Está em curso a conclusão da sinalização e da travessia de uma das duas ribeiras, a do Almargem”, refere Jorge Gonçalves. A outra travessia sobre a ribeira dos Mosqueiros já está pronta. Na expectativa daquele elemento ligado à coordenação do projecto, “em Tavira tudo estará pronto no final do primeiro trimeste de 2007 “. Lagoa e Silves são outros dois casos em que a ecovia está mais adiantada. A conclusão da empreitada está igualmente prevista para os primeiros meses de 2007. A obra no município de Silves é considerada “emblemática”, sobretudo, destaca Jorge Gonçalves, “o troço junto à Lagoa dos Salgados”. Num segundo grupo estão três concelhos. Em Vila do Bispo, uma vez que se trata de uma empreitada de concepção/construção, a qual compreende uma primeira fase de projecto, “as coisas devem começar a andar dentro de em breve”, garante aquele responsável. Em Albufeira e Loulé as obras devem arrancar em breve. E em fase adiantada do procedimento de adjudicação da empreitada encontram-se os municípios de Faro, Vila Real de S. António e Castro Marim. Espera-se que, em breve, o projecto possa arrancar também nos concelhos de Lagos, Portimão e Olhão. Mesmo com alguns atrasos, a verdade é que desde finais de 2001, quando se iniciaram os primeiros estudos para a implementação de ciclovias no Algarve, foi percorrido até agora um longo caminho. Pensado inicialmente como projecto-piloto dentro da área do Parque Natural da Ria Formosa, a Ecovia do Litoral , passou a desiderato multimunicipal, ligando o Algarve de ponta-aponta numa extensão de 214 quilómetros. O entusiasmo depositado no projecto permite encarar a ecovia como um importante contributo para a procura de novas soluções de mobilidade que concorram para a adopção de um modelo regional mais sustentável. A Ecovia do Algarve é um projecto financiado pelo PROAlgarve, pelo PIPITAL e iniciativa comunitária Interreg III A. O ALGARVE NA PLANTA DOS PÉS Os caminhos já existiam e a paixão pelo andar a pé também. Foi um passo até à Via Algarviana. Uma rota de 240
km que atravessa o Algarve interior ligando o Baixo Guadiana à Costa Vicentina, de Alcoutim a Vila do Bispo.
Em 2001 já havia sido inaugurado, simbolicamente, um troço entre Alte e S. Bartolomeu de Messines, mas a idéia já vinha de 1995, fruto da troca da conjugação de esforços entre a Almargem e os Algarve Walkers. Em 2006, depois do sucesso da candidatura ao PROAlgarve, a Via Algarviana foi aprovada. Definida a rota, a fase agora é de sinalização no terreno com mais de 800 elementos incluindo páineis, placas de direcção, postes e setas. Trata-se de estruturas em madeira, e em conformidade com as regras nacionais e internacionais para a instalação de percursos pedestres. Nos painéis será colocada informação sobre cada percurso, desde as características da zona onde se insere, os valores culturais e naturais envolventes e a localização de áreas de descanso. Já as placas e as setas terão como objectivo indicar o sentido do itinerário e identificá-lo como parte da Via Algarviana. Localidades e pontos de interesse cultural serão referidos nos postes. O projecto é liderado pela Almargem e tem como parceiros a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Algarve, a Grande Área Metropolitana do Algarve, e as Câmaras Municipais de Alcoutim, Castro Marim, Tavira, S. Brás de Alportel, Loulé, Silves e Lagos. Estão ainda envolvidas entidades como a Associação In Loco. Inserida na temática do ecoturismo e do pedestrianismo, pretende-se que a Via se transforme numa grande rota nacional e trans-europeia, por forma a promover os valores culturais e naturais do interior algarvio. Para o presidente da Câmara Municipal de São Brás, a possibilidade de percorrer o interior a pé, de uma forma organizada, orientada e com promoção tanto no país como no estrangeiro, vai incentivar a criação de actividades paralelas, essenciais ao barrocal e à serra. São Brás é totalmente atravessado pela Via Algarviana. António Eusébio espera que essa passagem leve também ao “seu território” alojamentos, restaurantes e outras unidades de apoio a essa nova vertente turística, “porque a Via Algarviana se trata, afinal, da matéria-prima para muitas e diversificadas actividades económicas.” A Via Algarviana está, desde 1998, incluída no Plano Nacional de Caminhos de Grande Rota, elaborado pela Fderação de Campismo e Montanhismo de Portugal. No futuro, deverá fazer parte de percursos transeuropeus, prevendo a Almargem que integre o chamado E9, oriundo de S.Petesburgo, na Rússia, com ligação a Tarifa, em Espanha. Para o líder da associação ambientalista, a Via Algarviana tem potencial para vir a ser reconhecida nacional e internacionalmente. “pode ser utilizada por milhares de caminhantes e outros turistas” diz João Ministro que também espera que a rota “seja reconhecida pelas instituições regionais como uma valia imprescindível no desenvolvimento do interior”, e deixa o alerta: o pleno sucesso da Via Algarviana envolve a concretização de uma importante componente, associada à sua sustentabilidade a longo prazo. “Será necessário garantir a sua futura manutenção, dinamização e promoção. E depois, criar à sua volta, condições de incentivo ao aparecimento de várias infraestruturas de apoio, nomeadamente para o alojamento e repouso dos pedestrianistas.” E assim sendo, poderemos estar perante o nascer de um “outro destino” turístico na região. www.viaalgarviana.org ROTA DAS RIBEIRAS PROMOVE ALGARVE NATURAL
Já são conhecidas algumas das orientações
do Plano Estratégico da Rota das Ribeiras
do Algarve. A divulgação foi feita no passado
mês de Novembro, no âmbito de um
seminário subordinado ao tema “Ribeiras
do Algarve, Património Natural e Construído
e a sua Valorização”, promovido
pela CCDR Algarve.A Rota das Ribeiras do Algarve, um projecto co-financiado pelo PROAlgarve, tem como objectivo a criação de uma rede temática associada aos recursos hídricos da região e pretende criar um conjunto coerente de pontos de interesse, através da recuperação e promoção do património natural e construído relevante da região, em particular nas áreas de baixa densidade (Costa Vicentina, Serras, bacia do Guadiana). No decorrer do encontro, que decorreu na Universidade do Algarve, foram apresentados diversos projectos na área da valorização do património natural, designadamente a divulgação de um conjunto de quase uma centena de percursos pedestres destinados a visitantes, salientando-se turistas que procurem alternativas à habitual oferta do “sol e praia”. Para tal está em fase de criação o Centro Regional de Promoção dos Valores Naturais da Região do Algarve. “Uma estrutura que pretende envolver não só a administração central e local, mas também empresários interessados”, refere a vicepresidente da CCDR Algarve, Valentina Calixto. O centro pretende divulgar os valores naturais, as empresas que existem e os serviços que prestam associados à organização de visitas guiadas, dar formação aos empresários, certificar percursos e empresas e promover a criação de roteiros. Valentina Calixto, assegurou neste seminário que “há um grande interesse por parte de empresários neste projecto”, estando prevista a criação de uma denominação regional de “agente turístico ambiental do Algarve”, que poderá contribuir para qualificar os serviços prestados e profissionalizar a actividade, e, assumir-se os valores naturais como produtos turísticos. A vice-presidente da CCDR Algarve destacou ainda a importância deste seminário, justificando-a com “a oportunidade de colher alguns contributos da área científica, para melhorar e enriquecer o Plano Estratégico da Rota das Ribeiras”. A ideia é que este plano esteja pronto antes da entrada em vigor do Quadro de Referência Estratégico Nacional, para o período 2007 e 2013. A “Rota das Ribeiras do Algarve” é encarada como uma importante ferramenta com vista ao desenvolvimento de uma acção concertada em áreas de baixa densidade, nas quais os recursos hídricos desempenham um papel essencial no suporte de inúmeras actividades humanas aí desenvolvidas. A minimização dos efeitos da seca, a dinamização da actividade agrícola, a criação de reservas de água para efeitos de combate a incêndios, a recarga de aquíferos, a recuperação do património hidráulico e, ainda, a criação de espaços de lazer são alguns dos objectivos deste projecto. Paralelamente, vai também ser melhorado o estado das linhas de água, mediante a realização de acções de reugalização e valorização da rede hidrográfica. Muitas das ribeiras algarvias têm sofrido situações graves de obstrução, com consequentes episódios de inundações, devido à inexistência de um plano regular de limpeza e desassoreamento de linhas de água. Problemas identificados quer pelo Plano de Bacia Hidrográfica das Ribeiras do Algarve, quer pelo Plano de Bacia Hidrográfica do Guadiana. NUNCA É TARDE PARA APRENDER Desempregados e sem escolaridade recebem formação Foi com enorme ansiedade que todos
aguardaram a chegada do “grande dia”.
Tinham sido meses de trabalho e preparação
vividos com entusiasmo, motivação
e muita expectativa. Finalmente, o
dia 4 de Outubro chegou e as coisas não
podiam ter corrido melhor. O auditório
da Biblioteca Mincipal de Faro encheu-se
para acolher a apresentação da primeira
actividade integradora de um grupo de
formandos do Curso de Educação e Formação
de Adultos Básico 3 de Agentes
em Geriatria, intitulada “Saúde Física e
Psicológica do Idoso”, no âmbito do Eixo
3, Medida 3.3.1.1 do PROAlgarve (FSE).Ao todo dez adultos, desempregados e sem a escolaridade obrigatória, realizaram uma acção de formação que confere dupla certificação - 6º ou 9º ano de escolaridade e Profissional de nível II. Esta dupla certificação resulta da articulação entre a Direcção Geral de Formação Vocacional e o Instituto do Emprego e Formação Profissional segundo a qual é ministrado aos formandos não apenas um conjunto de módulos de formação base, mas também uma estrutura curricular que as entidades formadoras implementam de forma articulada e transversal. Segundo a filosofia dos cursos de formação e educação de adultos, no início de cada acção são reconhecidas as competências adquiridas ao longo da vida e equiparadas a competências académicas. Depois é feita a escolha de um “Tema de Vida” que garante, não só um maior envolvimento e uma maior motivação para a aprendizagem, como a possibilidade técnica de efectuar uma integração curricular transversal. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o grupo de formandos B3 “Agente em Geriatria”, promovido pela Cáritas Diocesana do Algarve e desenvolvido pela empresa Formajuda. Nesta actividade integradora foi possível articular a formação profissionalizante com módulos tão diversos quanto os que versam a comunicação, língua estrangeira, matemática ou cidadania. Estas actividades, diz Glória Pinto da empresa Formajuda, “são por nós organizadas de uma forma pública onde são convidadas todas as estruturas oficiais envolvidas, por exemplo entidades acolhedoras dos estágios e, não menos importante, familiares e amigos dos próprios formandos”. Como habitualmente são apresentadas em locais fora do contexto de formação e sempre trabalhadas ao nível da motivação para a aprendizagem. “Apesar de parecer uma festa é na realidade, o comprovativo de que as aprendizagens foram adquiridas”, esclarece Glória Pinto. O grupo de uma dezena de formandos é unânime - “o dia da apresentação em Faro da nossa actividade integradora foi muito importante para todos nós, como futuros profissionais e seres humanos”. Tudo foi feito com grande empenho, “as pesquisas, entrevistas e algumas visitas a lares, que nos ajudaram a desenvolver este trabalho com sucesso”, acrescentam. O grupo destaca ainda o processo de construção do guião da peça, dos folhetos, dos convites, do livro, dos cenários e dos ensaios, tudo vivido com grande motivação, entusiasmo e expectativa. “Agora estamos já a trabalhar no próximo tema de vida que de certeza será um grande sucesso como este”. Associativismo Empresarial no Algarve Projecto UDIR supera expectativas Os resultados do Projecto UDIR - Unidades
Desconcentradas de Intervenção
Regional - desenvolvido no âmbito do
PROAlgarve, superaram as previsões iniciais.
O objectivo inicial de 3200 intervenções
em empresas da região do
Algarve foi mesmo ultrapassado, tendo
sido efectivamente concretizados 3345
contactos com os técnicos do Projecto,
através de diferentes formas de intervenção:
reuniões, seminários e através do
Consultório Online.Os indicadores foram divulgados durante uma sessão de trabalho dedicada à reflexão relativa ao Associativismo Empresarial na Região do Algarve, realizada em Julho, no auditório do NERA, em Loulé. A Sessão de Trabalho foi presidida por Vítor Neto, Presidente do NERA, que reflectiu acerca das oportunidades e ameaças, forças e fraquezas do Associativismo Empresarial da Região do Algarve e por Campos Correia, Presidente da CCDRAlgarve, entidade gestora do PROAlgarve - Programa Operacional da Região do Algarve (FEDER), que sublinhou a importância da conciliação de vontades das forças vivas da sociedade algarvia para a concretização de projectos estruturantes para a região. De acordo com os indicadores globais de execução do Projecto UDIR , os empresários algarvios beneficiaram de apoio técnico personalizado e desconcentrado territorialmente e de 28 seminários, com particular incidência nas áreas de baixa densidade, que contribuíram para uma taxa de execução global de 105%. As áreas de intervenção do Projecto UDIR abrangeram, de uma forma transversal, as necessidades de informação quotidiana das empresas, compreendendo Assessoria Jurídica; Consultoria Formativa; Cursos de Formação Profissional; Gestão de Empresas; Qualidade, Certificação e Ambiente; Missões Empresariais Nacionais e Internacionais; Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho; Sistemas de Incentivos / Projectos de Investimento; e Informática e Tecnologias da Informação. Os sectores de actividade que mais recorreram aos serviços de informação e assistência técnica UDIR espelharam a estrutura empresarial algarvia, destacando- se o Comércio Grossista e Retalhista (41%), as Actividades Imobiliárias (17%), a Hotelaria e Restauração (16%), a Construção (15%) e a Indústria Transformadora (11%). Para o futuro fica um bom indicador. O relatório de avaliação externa a que o Projecto UDIR foi submetido, revela que 93% dos empresários que recorreram a serviços de informação, consultoria e assistência técnica, manifestaram vontade de continuar a utilizar os serviços do NERA. www.udir.nera.pt MARF regista elevada taxa de ocupação
Está a revelar-se um êxito a comercialização
de espaços no Mercado Abastecedor
da Região de Faro. Noventa
por cento dos espaços disponíveis em
Dezembro de 2006, naquele que é o
maior mercado grossista do Algarve,
estavam ocupados.O MARF tem já concluídas três das cinco fases de construção previstas. Depois das obras de infra-estruturação do enorme terreno, onde está implantado o mercado, foram construídas as primeiras edificações, designadamente entrepostos e armazéns. A comercialização desses módulos teve início de imediato, e neste momento estão instalados dezassete operadores num total de vinte espaços disponíveis. E os restantes três módulos disponíveis na plataforma logística também já se encontram reservados. Em Novembro último ficou concluída a 3ª fase do projecto, que consistiu na construção do pavilhão principal, destinado ao mercado abastecedor hortofrutícola. A concessão dos espaços, segundo Carlos Costa, director do MARF, “está a decorrer acima das expectativas”. O maior pavilhão de toda a estrutura regista uma ocupação de 90%. Localizado em Guelhim, freguesia de Estoi, no concelho de Faro, o enorme empreendimento comercial tem já em andamento uma 4ª fase. Trata-se da empreitada para a construção de mais um entreposto (E3), que deverá estar pronto até finais de 2007. Uma obra imprescindível face à elevada procura de espaços, ao nível da logística, por parte de empresas regionais e nacionais. Para 2008 está prevista a construção do pavilhão de frio, outro segmento importante para a diversificação da oferta por parte do MARF.”Queremos ter aqui um espaço adequado às empresas que se dedicam à comercialização e transporte de produtos que necessitam de grandes câmaras frigoríficas, designadamente o pescado”, refere Carlos Costa. Outra expectativa do director do MARF prende-se com a concretização de novas acessibilidades àquela plataforma comercial. “Esperamos vir a ter já em 2008 um acesso de raiz à Via do Infante”. O MARF é uma obra cujo custo ascende a quase 40 milhões de euros, comparticipado pelo PROAlgarve / FEDER através de uma verba que ronda os 12 milhões de euros. Solar do Capitão-Mor e Casa das Figuras aumentam oferta de espaços culturais
Tertúlias, conversas, oficinas criativas e
muitas actividades dedicadas aos mais
pequenos. O Solar do Capitão-Mor,
edifício situado nas imediações do
Teatro Municipal de Faro, começou a
funcionar em pleno no passado mês de
Outubro. O imóvel, datado do século
XVII, foi alvo de obras de recuperação
e reabilitação levadas a cabo pela autarquia
de Faro.O edifício veio aumentar a capacidade e a diversidade de oferta de espaços culturais na cidade. Nele já tiveram lugar várias iniciativas sobretudo ligadas à parte educativa, dirigidas a crianças em contexto escolar. O Solar deve acolher até Março de 2007 as “Conversas (Des)Figuradas”, uma actividade ainda sem data e horário definidos na totalidade. Entretanto na Casa das Figuras, bem perto do Solar do Capitão-Mor, já está instalada, desde o passado Verão, a Associação Musical do Algarve- Orquestra do Algarve. As novas instalações da orquestra, cedidas pela Câmara Municipal de Faro, constituem um melhor local de traba- Solar do Capitão-Mor e Casa das Figuras aumentam oferta de espaços culturais lho para os 31 músicos que compõem a estrutura. A Orquestra do Algarve passou a contar, desde o passado mês de Novembro, com um novo director artístico. O maestro Cesário Costa veio ocupar um cargo que estava vago desde a saída de Álvaro Cassuto, em finais de 2005. Aquele que foi o primeiro director artístico desde a criação da orquestra, em 2002, continua como maestro convidado principal. O maestro titular da Orquestra do Algarve é Osvaldo Ferreira, detentor do curso superior de violino pelo Conservatório de Música do Porto, Mestrado em direcção de orquestra em Chicago e pós-graduação no Conservatório de S. Petersburgo, na classe de Ilya Mussin. Entre muitas distinções Osvaldo Ferreira foi laureado em 1999 no Concurso Sergei Prokofiev, na Rússia e recebeu da American Conductors Academy o prémio de “Academy Conductor” em 2001. Novo livro de José Manuel Fernandes ARQUITECTURA TRADICIONAL DO ALGARVE Dos autores da recente obra “Arquitectura
no Algarve - Dos Primórdios à Actualidade,
uma leitura de Síntese” (José
Manuel Fernandes e Ana Janeiro, edição
CCDR Algarve, 2005), está em preparação
um novo livro, que estuda e apresenta
a Arquitectura Popular, dos meios
rural e urbano, da região algarvia.A obra aproveita um levantamento fotográfico de campo, geral, efectuado em 2006 pelos autores, para a CCDR, o qual procurou os casos mais interessantes de edifícios de habitação de expressão tradicional, ainda existentes, nomeadamente nas áreas do Algarve consideradas de Baixa Densidade, e nas 11 aldeias consideradas a valorizar no âmbito dos planos de intervenção do PROAlgarve. O livro apresentará um capítulo inicial de análise dos contributos principais para o tema, pelos mais importantes estudiosos nacionais e internacionais, ao longo do século XX (Leite de Vasconcelos, Raul Lino, Wilhelm Giese, Veiga de Oliveira, entre vários), e a análise da obra “Arquitectura Popular em Portugal”. Os principais capítulos analisarão as sub-regiões algarvias (Serra ocidental e Monchique, Algarve Central e Vale do Guadiana), apresentando exemplos vivos de casas populares, segundo as principais 6 tipologias reconhecidas pelos especialistas (casa com cobertura telhada, casa com platibanda e varanda, casa com telhado de tesoura, a casa de colmo litoral, a casa redonda serrana, e a casa de açoteia). Uma parte final procura apresentar os exemplos de obras modernas inspiradas na arquitectura tradicional, bem como os casos de recuperação mais interessantes, e ainda alguns exemplos de pormenores de construção e decoração notáveis. José Manuel Fernandes lançou em Janeiro de 2006, a convite da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Algarve, um livro sobre a arquitectura do Algarve. Com esse levantamento o autor pretendeu fazer uma primeira síntese histórico- geográfica da arquitectura e do urbanismo do Algarve. Nesse estudo o autor procurou estabelecer, como modo de escrever e apresentar, um “olhar contemporâneo”, que desse realce aos aspectos da transformação recente dos espaços urbanos e arquitectónicos, procurando nessa mudança os exemplos mais positivos e qualificados. Sem deixar de historiar de modo claro e cronológico a evolução do território, José Manuel Fernandes privilegiou nas abordagens feitas, as obras, monumentos e edifícios onde se verificaram intervenções recentes e de actualização.
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