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informal 8 | Jan 2005
PROGRAMA LANÇA 17 IDEIAS COM FUTUR0 O Programa de Acções Inovadoras - INOVAlgarve foi aprovado no seguimento de uma candidatura à Comissão Europeia. Gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, o Programa teve um período de execução de 2002 a 2004 e permitiu o desenvolvimento de 17 projectos inovadores. Com um investimento total de 3,6 milhões de euros, comparticipado pelo FEDER em 80%, teve como finalidade estimular os processos, as práticas e as experiências de inovação, articulando-as com a especialização regional centrada no turismo-lazer e com as actividades a este associadas. Reforçar a ligação entre as actividades de apoio tecnológico, a transferência de conhecimentos e o aumento de competitividade foi o primeiro dos objectivos definidos, seguindo-se a aposta na reconversão energética na e utilização das energias renováveis associadas a novos métodos de construção. Pretendeu-se igualmente valorizar a cadeia agro-alimentar e os produtos típicos regionais, apoiar a diversificação temática e a inserção territorial das actividades ligadas ao turismo, promover o património e a animação cultural e desenvolver as actividades no domínio da arqueologia.
Impacto na Região O Programa INOVAlgarve permitiu orientar a competitividade regional para aspectos relacionados com a inovação e a tecnologia, através de três direcções distintas:
Reconversão Energética das Unidades Hoteleiras do Algarve A finalidade deste projecto, desenvolvido
pela UALG em parceria com o Tivoli
Marinotel (TM) de Vilamoura, passou
pelo estabelecimento de uma estratégia
que pudesse conduzir à redução dos consumos
energéticos nas unidades hoteleiras
algarvias, através da adopção de
metodologias de análise de energia e da
sua aplicação a um hotel em particular.Com um investimento total na ordem dos 208 mil euros, o projecto permitiu conhecer os perfis reais de utilização de energia do Tivoli Marinotel e a sua grande mais-valia residiu na abertura de janelas técnicas de reconversão das instalações daquela unidade hoteleira em particular. Com a concretização do estudo, verificou- se que o recurso às energias renováveis possibilita uma redução do impacto ambiental, pois a utilização de combustíveis fósseis contribui para uma maior libertação de emissões gasosas. Por outro lado, o estudo concluiu que, no caso dos hotéis de 4 e 5 estrelas, que são os que apresentam maiores consumos específicos de energia, podem ser esperadas reduções de 5 a 10 por cento nos custos, desde que implementadas tecnologias de reconversão das instalações. Tais como, colectores solares para aquecimento de águas, recuperação de calor nos processos de arrefecimento e de aquecimento de ar ou produção simultânea de calor e de electricidade. A UALG pretende que as medidas propostas nas conclusões do projecto possam ser aplicadas quer no Tivoli Marinotel, quer noutros hotéis da região e que, sobretudo, se possa dar início a uma nova era na projecção de edifícios (em especial os vocacionados para o turismo), para que as novas construções já contemplem a utilização de energias alternativas às convencionais. Quarteira submersa Descer ao fundo do mar e visitar o que
resta de uma antiga cidade romana ou de
um avião norte-americano da II Guerra
Mundial pode ser uma realidade em
breve, segundo um projecto que prevê
a criação de circuitos arqueológicos subaquáticos
ao largo de Quarteira. Subscrito
pela empresa “Hipocausto”, o projecto,
que visa valorizar o património arqueológico
submerso de Quarteira, prevê passeios
em barcos de fundo de vidro, motas
de água especiais (que podem descer até
aos 12 metros de profundidade), e a realização
de mergulhos, com garrafa ou com
respirador (“snorkeling”). A ideia é colocar
placas explicativas - dentro de água e
junto aos locais de interesse - a identificar
as estruturas passíveis de serem visitadas,
algumas com mais de 2.000 anos.Segundo o coordenador do projecto, Manuel Maia, um dos objectivos do projecto é salvaguardar o património subaquático existente ao largo daquela cidade, que ao longo dos anos tem vindo a ser destruído pela acção humana. “Muito do património ali existente já foi perdido”, lamenta. “Há quem recolha moedas romanas do núcleo arqueológico de Loulé Velho e até houve quem levasse para casa uma asa do avião encontrado junto à Marina de Vilamoura”. Manuel Maia acrescenta que a exploração turística do mar de Quarteira “implicará a interdição da pesca no local e um controlo reforçado por parte das autoridades marítimas, para evitar a presença de eventuais caçadores de artefactos arqueológicos”. De acordo com aquele responsável, na área abrangida pelo estudo (cerca de 4 quilómetros ao longo do litoral) poderão ser criados quatro ou cinco circuitos distintos, de interesse arqueológico e geológico. A realização do projecto, que envolveu pesquisa documental, levantamento topográfico e investigação submarina, permitiu identificar vários locais passíveis de exploração turística no litoral, designadamente as ruínas de Loulé Velho, o Forte Novo, Torre de Quarteira, Vinhas do Casão e Cerro da Vila. Do projecto faz parte ainda a edição de um CD-Rom com reconstrução virtual dos locais em três dimensões. Centro Regional para a Inovação do Algarve (CRIA) A ligação entre a investigação universitária
e as empresas é o principal objectivo do
projecto CRIA, organismo que conta com
a participação de várias entidades regionais
e que consiste na instalação de uma
plataforma que permita facilitar e promover
as relações entre as unidades de
investigação e o meio empresarial. Paralelamente,
pretende fomentar o empreendedorismo
a partir de iniciativas dos
diversos sectores da UALG e contribuir
para a criação de um ambiente favorável
à inovação.Com um investimento total que ronda os 545.000 euros, o projecto envolveu a participação da CCDR, da Universidade do Algarve e das associações empresariais NERA e ANJE. Uma das iniciativas levadas a cabo no âmbito deste projecto foi a realização da primeira Feira de Inovação do Algarve, que decorreu em Loulé no mês de Março e onde foram apresentados cerca de 84 projectos de investigação. No âmbito do projecto CRIA foi ainda lançado um concurso de ideias na universidade para a criação de empresas que valorizassem os resultados das linhas de investigação da UALG. Dos 40 projectos concorrentes, foram apurados doze, respeitantes a áreas tão diferentes como a recolha de papel e cartão, ecoturismo ou a produção e valorização de algas marinhas. Como prémio, a UALG e a CCDR ofereceram os planos de negócios destas doze futuras empresas, cinco das quais constituídas por estudantes e as restantes sete por investigadores universitários. Outro dos frutos deste projecto é a criação de uma estrutura tecnológica, integradora de centros de investigação e de empresas, com um ambiente propício à inovação, em domínios como a biotecnologia, biomedicina ou sistemas inteligentes. Este pólo tecnológico, onde deverão trabalhar entre 300 a 400 pessoas, deverá ficar instalado no Parque das Cidades. No futuro, o CRIA quer continuar a apostar numa maior aproximação entre as empresas e a universidade, promovendo o desenvolvimento de pólos tecnológicos inseridos nas prioridades da estratégia de desenvolvimento regional. Matriz Energética dos Concelhos do Algarve Este projecto, dinamizado pela Agência Regional de Energia e Ambiente do Algarve em colaboração com as 16 Câmaras Municipais da região, surgiu da necessidade de compilar os dados referentes ao consumo de energia nos diversos concelhos algarvios, dispersos por vários organismos regionais e nacionais. Com um investimento total de cerca de 36.000 euros, a grande finalidade do projecto passou por construir uma ferramenta que pudesse constituir uma base de análise futura sobre a forma como a energia nas suas diversas vertentes é consumida por concelho. A compilação dos dados permitiu determinar a evolução dos vectores sócio-económicos, turísticos, ambientais e energéticos, ao mesmo tempo que possibilitou quantificar as emissões de gases com efeito de estufa. O estudo concluiu que os consumos de electricidade no Algarve são muito superiores aos desejáveis e que a região ocupa o oitavo lugar no ranking nacional dos distritos que mais consomem energia eléctrica no País. Revela ainda que, entre 1994 e 2002, o consumo total de energia na região aumentou cerca de 69 por cento e que, no mesmo período, o consumo doméstico aumentou cerca de 80 por cento. Um dos objectivos deste estudo desenvolvido pela AREAL em conjunto com as autarquias do Algarve passou também por alertar para a necessidade de se investir em recursos energéticos renováveis, como o sol e o vento. Como forma de alertar a população para os problemas resultantes do consumo de energia, foram elaboradas brochuras distribuídas principalmente entre as entidades de carácter público. No futuro, a AREAL espera que este projecto possa ser um primeiro passo no sentido de elaborar e implementar um novo Plano Energético Regional, contribuindo ao mesmo tempo para o aumento da utilização de recursos energéticos renováveis na região. Seminário de Encerramento lançou novas ideias ![]() O Seminário de Encerramento do INOVAlgarve, realizado em Faro nos 29 e 30 de Novembro de 2004, permitiu a avaliação do Programa. Neste evento final, foram detalhadas as acções e actividades realizadas e partilhadas outras experiências inovadoras, a nível nacional e internacional. Dirigida ao grande público e empreendedores, esteve patente uma “Mostra de Inovação” que reuniu, entre outros, os 17 projectos inovadores desenvolvidos. O Seminário contou com duas centenas de participantes e teve intervenções na sessão de abertura de Adriano Pimpão, Reitor da Universidade do Algarve, e de José Campos Correia, Gestor do Programa INOVAlgarve e Presidente da CCDR Algarve. Este revelou que o programa deverá ter continuidade, para o que será apresentada até 31 de Maio de 2005 uma nova candidatura na Comissão Europeia. Entre as comunicações iniciais destacam- se a de João Guerreiro, responsável pelo projecto do “Centro Regional para a Inovação no Algarve” e pró-reitor da Universidade do Algarve na área da Inovação Transferência de Tecnologia, bem como a de Carlos Paz, Partner da Consultora Accenture, versando “O papel da Inovação na competitividade das empresas”. Experiências externas Joaquim Borges Gouveia, Administrador da Agência de Inovação, abordou o tema”Programas e financiamento da Agência de Inovação”. Artur Rosa Pires, Vice-Presidente da CCDR Centro, organismo gestor do Programa Regional de Acções Inovadoras do Centro - Portugal e Marita Latorre do Instituto Tecnológico de Aragón, organismo gestor do Programa Regional de Acções Inovadoras de Aragón - Espanha dissertaram acerca das “Experiências Inovadoras” que gerem nas suas regiões. Hannu Janhunen, Director do Technology Centre Teknia, Ltd. - Kuopio, Finlândia, falou sobre”O papel dos Centros Tecnológicos de Inovação”, “Programas Regionais de Acções Inovadoras - balanço e perspectivas para o futuro”, foi o conteúdo da comunicação de Olivier Baudelet, da Direcção C3 - Acções Inovadoras (DG Regio - Comissão Europeia). A Cerimónia de entrega de prémios (Planos de Negócios) aos vencedores do concurso de criação de empresas antecedeu a alocução de encerramento pelo Presidente da Agência de Inovação, Emídio Gomes.
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